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Volney Berkenbrock
Historia das Religiões - V PDF Imprimir E-mail
Escrito por Volney Berkenbrok   
Ter, 17 de Outubro de 2017 16:33

3.4 O Confucionismo

 

Observação inicial

A palavra Confúcio é a grafia latina do nome K’ung Fu’tzu (mestre K’ung), cujo nome é K’ung Ch’iu. Foram os missionários jesuítas que cunharam o nome Confúcio e assim o tornaram conhecido no ocidente.

 

a) Contexto histórico

 

Para se poder entender a ação do Mestre K’ung, é preciso ter em primeiro lugar uma ideia mais ampla da situação chinesa. O que se costuma chamar de “cultura chinesa”, teria surgido por volta de 2500 a.c.c, sob influência de uma série de governantes, liderados, segundo a tradição, pelo imperador Yao e seu sucessor Shun. O sucessor deste, Yü foi o fundador da primeira dinastia chinesa conhecida, a de Hsia, que reinou quase mil anos. Por volta do século XV a.c.c., esta foi substituída pela dinastia de Shang, que por sua vez foi substituída pela de Chou por volta do ano mil a.c.c. Esta dinastia, fundada pelo rei Wen e seu filho Wu, bem como seu irmão mais novo o duque Chou, era baseada numa rede hierarquizada de clãs, ligados entre si por laços de parentesco e comprometidos com a lealdade à casa real.

A sustentação desta organização era claramente religiosa, apoiando-se no culto aos ancestrais. Cada território estava sob a proteção de um antepassado divinizado, cultuado de forma localizada. Toda esta estrutura social era ritualizada. A dinastia de Chou inaugurou uma sociedade regida por uma ordem social ritualizada. Para cada clã havia um rito que demonstrava sua religiosidade, cultuava suas divindades e o colocava no devido lugar dentro do todo. Com o passar do tempo, os clãs foram se expandindo em território e aumentando consequentemente o seu poder. E mais tarde guerreando entre si, por briga de poder e espaço.

 

b) A atividade de Confúcio

 

Quando nasceu Confúcio, os reis de Chou não passavam de peças decorativas. Os senhores feudais (de feudos ou às vezes também chamados de duques) haviam tomado de fato o poder, alternando-se na liderança. Com isto, a ordem social ritualizada havia entrado em colapso. Por sua vez, dentro de cada clã, junto aos senhores feudais, ganhava cada vez mais poder a baixa nobreza, por ser detentora da sabedoria da ordem. Com isso esta classe passa a ter muita influência em diversas casas feudais.

Confúcio nasceu por volta de 551 a.c.c., na cidade de Tsu, no estado feudal chinês de Lu. Também teria morrido em sua cidade natal, em 479. Sobre sua infância e juventude não se sabe muito além de lendas. O certo é que foi mestre no palácio e mestre de um alto dignatário do ducado de Lu, T’ai-fu. Este, mesmo não sendo o duque (aparentado, provavelmente), era porém quem de fato mandava. Por mestre, Ju, como era intitulado, pode-se entender tanto erudito, como especialista em ritos. Provavelmente cabia aos mestres criar e educar os filhos dos senhores em aspectos que iam tanto da educação familiar, como dos rituais civis, militares e religiosos, como também na arte de liderar, conduzir, utilizar o arco. Com o acúmulo de todas estas funções, os Ju tinham muitas vezes grande influência no palácio. Além desta função, Confúcio exerceu também atividades públicas na cidade (fala-se em “preposto policial”, “ministro das obras públicas”, “ministro da justiça” e quando teria 56 anos de idade, teria sido promovido inclusive a chanceler-substituto.). Diz sua biografia que:

Ele baixou regulamentos firmes para a alimentação dos vivos e para o enterro dos mortos. Velhos e jovens recebiam comida diversificada, fortes e fracos tinham funções diferenciadas, homens e mulheres andavam separados nas ruas. Cosias abandonadas não eram deixadas pelos caminhos. Utensílios não eram enfeitados com adornos enganadores... Como sepulturas, aproveitavam-se elevações naturais do terreno, não se ajuntava terra sobre a cova, e não se plantavam árvores junto dela... O Duque Ting falou ao mestre K’ung e disse: “Como ficaria se aplicássemos as vossas medidas ao governo do Estado de Lu?” Mestre K’ung respondeu: “A todo o mundo elas seriam aplicáveis, não somente a Lu”.[1]

Esta passagem mostra claramente o “cavalo de batalha” de toda a vida de Confúcio: a organização social e administrativa (o que se poderia chamar de “bom governo”). A carreira pública de Confúcio se encerrou, porém, abruptamente. No Lun yü, lê-se a respeito: “O povo do Estado de Ch’i mandou ao duque de Lu, como presente, um grupo de cantoras e músicas. O Senhor Huan de Ch’i recebeu-as. Por três dias foram suspensas as audiências no palácio. Mestre K’ung abandonou a corte”[2].

Trata-se de um golpe engendrado pelo estado vizinho, temeroso que a influência de Confúcio começasse a se espalhar e ameaçar o status quo dos senhores feudais. Após abandonar o palácio, o mestre inicia uma peregrinação, que dura 13 anos, acompanhado de alguns discípulos, para oferecer seus serviços e ideias a algum palácio que os quisesse aplicar. É a primeira notícia que se tem de uma empresa de assessoria administrativa na história. E além do mais, sem sucesso. Todos os lugares recusaram a oferta do mestre, principalmente pela influência que tinham – é óbvio – os outros mestres nestas casas, que ficariam assim desempregados.

Destes anos de peregrinação, há muitas passagens recolhidas no Lun yü que mostram a situação de humilhação do empreendimento do mestre K’ung. Exemplos:

Chang Chü e Chieh Ni trabalhavam juntos no campo. Mestre Kung, passando por perto deles, mandou o seu jovem discípulo Tze-Lu perguntar-lhes onde ficava o vau. Chang Chü falou: “Quem é aquele que lá no carro está a segurar as rédeas?” Tze-lu respondeu: “É o mestre K’ung”.  Outro voltou a perguntar: “É ele o mestre K’ung, de Lu?” “Sim, é ele”, disse Tze-lu; ao que o primeiro retrucou: “Ele conhece muito bem o vau”.[3]

Tze-lu pernoitou junto ao portão de pedra. O guarda do portão falou: “De parte de quem?” Tze-lu respondeu: “De K’ung”. Então disse o guarda: “Não é aquele que sabe que o que pretende não funciona, e que assim mesmo insiste?”[4]

Não tendo alcançado sucesso, o mestre volta ao estado de Lu. Como nenhuma instância estatal tivesse contratado seus préstimos, o mestre resolve investir na iniciativa privada, ou seja, fundou uma escola para discípulos com o objetivo de recuperar e ensinar as tradições de Chou. Teve grande sucesso em seu empreendimento. Diz a tradição que sua escola chegou a ter 3 mil alunos. Ali dedicou-se sobretudo a recolher por escrito a grande tradição chinesa já um pouco esquecida. O legado escrito desta coleta forma o conjunto de obras que mais influenciou toda a história da China posteriormente. Cinco são os livros recolhidos por Confúcio, que formam a tradição antes dele:

a)    Shu Ching – Cânon de Documentos Históricos. Há nestes documentos escritos que remontam ao ano mil a.c.c. Contém discursos e notícias sobre os feitos dos imperadores, supostamente desde a fundação da cultura chinesa (2.500 a.c.c.).

b)    Shih Ching – Cânon de Poemas. Coletânea de cerca de 300 poesias, utilizadas sobretudo para a meditação sobre a moralidade humana.

c)    I Ching – Livro das mutações. Certamente o livro divinatório mais antigo da humanidade (ca. de 1.000 a.c.c.). Não pertence somente à tradição confucionista e sua influência é bem mais ampla.

d)    Ch’un Ch’iu – Anais de Primavera e Outono. Relata a história do estado feudal de Lu de 722 a 484 a.c.c. Não se trata, porém de uma simples historiografia, mas de uma historiografia do correto. Ou seja, pela história e os comentários que a ela se faz, se chega a um método de verificar o que é correto. É possível que Confúcio tenha trabalhado pessoalmente na composição de parte desta obra e não apenas recolhido.

e)    Li Ching – Cânon dos Rituais e Protocolos. Aqui estão reunidas três obras de diferentes épocas, contendo regras antigas para formação do caráter, da manutenção da ordem e da paz.

Além destas obras cuja coletânea (e parte do escrito) é atribuído (e com razão) ao próprio mestre, há outras quatro obras que se tornaram básicas para o Confucionismo:

a)    Lun Yü – Analecta ou Livro das Sentenças de Confúcio. Foi escrito pelos discípulos, colocando o legado dos ensinamentos do mestre (são espécie de adágios de passagens com seus ensinamentos).

b)    Chung Yung – A Doutrina do Meio. Originalmente era parte do Li Ching (com elementos taoistas).

c)    Ta Hüeh – A Grande Sabedoria. Também derivado do Li Ching, com questões relativas ao indivíduo e à sociedade.

d)    Meng Tzu (Mêncio). Contém suplementos e detalhamentos sobre a doutrina de Confúcio e data do tempo de Mêncio (entre 390 a 305 aC.).

 

c) A doutrina (religião?) de Confúcio

 

Confúcio não é propriamente um iniciador de uma doutrina ou de rituais religiosos. Seu afã é dar vida novamente e de maneira sistematizada ampla à tradição da sociedade ritualizada da dinastia Chou. No próprio Lun Yü, Confúcio diz: “Eu transmito conhecimentos, mas não crio nada de novo; sou confiável naquilo que digo e amo a antiguidade...”

Alguns exemplos de seus ensinamentos, contidos no Lun Yü:

O discípulo Tse-kung queria abolir o sacrifício de ovelhas por ocasião do anúncio da lua nova. O Mestre falou: “Tse, tu tens pena da ovelha; eu tenho pena da cerimônia”[5].

O Duque de Ching de Ch’i indagou a Confúcio sobre a arte de governar. Confúcio falou: “Que o príncipe seja príncipe que o súdito seja súdito, que o pai seja pai, e que o filho seja filho”.[6]

Se o povo for conduzido por meio de leis e decretos e trazido à ordem mediante punições, ele procurará evitar as transgressões, mas não terá o sentimento de vergonha. Mas se for conduzido pela virtude e trazido à ordem por meio dos ritos, ele terá o sentimento de vergonha e comportar-se-á bem, de livre e espontânea vontade.[7]

 

Jen

Um dos conceitos chaves no ensinamento de Confúcio é o do Jen. A palavra é próxima à que designa “ser humano”. Pode ser traduzida por humanidade, ou então co-humanidade (ser humano em comunidade) ou então moralidade (no sentido de convivência).

Exemplo de diálogo do Mestre K’ung:

O discípulo Yen Yüan perguntou o que é o Jen. O mestre falou: “Vencer-se a si mesmo e converter-se aos ritos, isto é Jen. Quando uma pessoa algum dia vence a si mesma e se converte aos ritos, o mundo inteiro a reconhecerá como alguém que é Jen. Yen Yüan falou: “Posso pedir uma orientação prática para isto?” O Mestre disse: “Para o que não corresponde aos ritos, não olhes. O que não corresponde aos ritos, nãos escutes. Ao que não corresponde aos ritos, não fales. O que não corresponde aos ritos, não o faças”.[8]

 

Educar pessoas para Jen tornou-se o grande objetivo de Confúcio. É possível alcançar o ser Jen o tempo todo? Sobre isto, diz Confúcio:

Existem pessoas capazes de votar-se durante um dia inteiro a Jen? Eu não conheci ninguém que para tal não sentisse esgotadas as suas forças. Pode ser que tais pessoas existam, eu, porém, ainda não vi nenhuma.[9]

O caminho para o Jen começa na família e a partir dela se estende para todos os outros campos da convivialidade social. Esta convivialidade humana é baseada em cinco modos básicos das relações humanas (o chamado wu lun):

è A relação entre o príncipe e o súdito;

è A relação entre pai e filho;

è A relação entre marido e mulher;

è A relação irmãos mais velhos e irmãos mais novos; e

è A relação entre amigos.

Deste conjunto de ralações, somente o último é considerado entre iguais. Todos os outros são de respeito. A cada um destes relacionamentos corresponde para Confúcio um comportamento específico, do qual derivam virtudes específicas. A maior das virtudes é Hsiao, o respeito profundo pelos pais. Na existência desta virtude está baseada construção de todas as outras.

 

T’ien

Outro conceito importante para Confúcio é o T’ien (céu). O T’ien é o poder superior, a partir do qual se ordena toda a existência. Todo o sistema da organização social ritualizada, tem sua legitimação a partir da ordem do T’ien. A antiga casa de Chou adorava o céu como poder superior, como ancestral supremo do qual tudo se originou. T’ien é por vezes personalizado, na forma de um homem superior. O rei, por vezes, é chamado de T’ien-tze, o “filho do céu”. A ordem por ele implantada não é, pois a sua ordem, mas a ordem.[10]

 

Tao

 

Do conceito de T’ien, deriva-se um outro central para o mestre K’ung: o do Tao. A palavra quer dizer caminho. O Tao é o caminho correto, aquele derivado do seguimento do T’ien. Nas tradições populares havia as divindades locais, às quais o povo prestava culto. Confúcio parece não se interessar tanto pelo conteúdo das divindades, mas pela maneira correta de se prestar o culto.

Exemplos dos diálogos de Confúcio:

Wang-sun Chia perguntou: “O que significa a expressão: ‘É melhor prestar culto ao deus da lareira do que ao deus do interior da casa’”? O mestre falou: “Isso não faz sentido. Quem se indispõe contra o céu, não tem ninguém a quem recorrer”.

Sejam oferecidos sacrifícios como se (os deuses) estivessem presentes. Sejam oferecidos sacrifícios aos espíritos, como se estes estivessem presentes. O mestre falou: “Se num ato de sacrifício, eu não me envolver pessoalmente, isso é o mesmo como se eu não oferecesse sacrifício algum”.

Lin Fang perguntou qual era o aspecto fundamental dos ritos. O mestre falou: “Pergunta importante! Nas festas rituais, a parcimônia é melhor do que o desperdício. Nos ritos fúnebres, a dor é mais importante do que o perfeito desempenho”.[11]

 

d) O ser humano

 

Conhecer a ordem derivada do T’ien não é necessariamente conhecer doutrinas. Há na compreensão de Confúcio um certo “sentir o céu para segui-lo”. Este sentir faz achar o Tao e inserir-se nele.[12]

Quanto ao seguimento do Tao, Confúcio representa uma certa novidade. Tradicionalmente o Tao era conhecido (encarnado) pelo rei. Confúcio diz que cada pessoa pode andar no Tao. “O Mestre falou: ‘Por natureza, os homens são próximos uns dos outros; por hábitos adquiridos, eles se distanciam entre si’”.

Há controvérsias sobre o fato de Confúcio ter feito especulações sobre a natureza humana. O que é certo é que a tradição confucionista a discute muito. No livro de Mêncio afirma-se que o ser humano é bom por natureza. No Chung yung se diz: “A incumbência do céu, é o que chamamos a natureza do homem. Seguir a sua natureza, é o que chamamos o caminho, o Tao. Empenhar-se neste caminho, é o que chamamos sabedoria”.[13]

 

Conclusão

É sem dúvida o grande mestre moral da Ásia Oriental. Confúcio é o propagador da virtude do Jen (bondade, humanismo, bem-estar). Nela está a compreensão de amor ao próximo, integridade pessoal e altruísmo.

 “A ênfase principal de sua doutrina está na importância ética dos relacionamentos humanos” (Confúcio, Léxico das Religiões)

Sua doutrina influenciou todo o transcurso histórico da Ásia Oriental, (China, Coréia, Japão, Vietname...) por inspirar os princípios que devem reger os relacionamentos humanos, ou seja, os princípios de organização política.

O termo confucionismo foi cunhado pelos missionários jesuítas no séc. XVI. Ele designa tanto a sabedoria do mestre K’ung como também o desenvolvimento posterior.

Também designa os vestígios confucianos: ensinamentos éticos sobre lealdade política, piedade infantil, castidade feminina ou a estrutura social.

Os ensinamentos de K’ung chegaram a fazer parte já na dinastia de Han (120 a.C.) de exames oficiais para candidatos a professores.

O grande mérito de Confúcio reside na descoberta do último contido no relativo, ou seja, a constituição moral das relações humanas. As cinco relações: governante/servo, pai/filho, esposo/esposa, irmão mais novo/irmão mais velho e amigo/amiga. A responsabilidade individual nestes relacionamentos é mutável e recíproca. A sociedade confucionista considerava-se uma grande família. Todos os relacionamentos supõem uma compreensão de verticalidade (hierarquia).

A cultura confucionista confia basicamente na natureza moral do ser humano. Com isso não está o confucionismo tão interessado em questões transcendentes (nem em afirmar, nem em rejeitar). Seu interesse está na construção social baseada no relacionamento.

Neste nível de relacionamento humano, é possível alcançar a perfeição. Segundo Mêncio (sucessor de Confúcio), todo o ser humano tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal. Nisto o humano se distingue do animal. Esta capacidade de distinção está presente em cada ser humano, independente de sua posição hierárquica no relacionamento.

A compreensão confuciana tem claramente um apelo para uma determinada ordem política: um governo benevolente, um governo de convicções morais, onde o líder representava um exemplo de respeitabilidade pessoal e dedicação altruísta aos outros seres humanos. “Filósofos confucionistas falam de um mandado outorgado pelo senhor supremo, do céu. Um regente que se transforma em tirano perde de fato seu mandato e pode ser destituído. Esta teoria se tornou base de uma doutrina da rebelião e é a razão para a sucessão rápida de muitas dinastias na China” (Léxico das Religiões).

 

Comentários

Como toda a ortodoxia, Confúcio rejeitou a criatividade e a espontaneidade. Neste ponto o Taoísmo e o Budismo tiveram papel importante de resgate destes valores na sociedade chinesa.

Por muitos séculos, a filosofia confucionista era a filosofia oficial dos governantes chineses.

O marxismo tendeu a classificar o confucionismo somente como religião, para assim desconsiderá-lo. Desde 1984, porém, celebra-se novamente (de forma oficial) o aniversário de Confúcio (28 de setembro), simultaneamente como dia do professor.

O conceito li-chiao (religião ritual) designa tanto os preceitos doutrinários como também os preceitos rituais para assumir uma “boa conduta” na família e na sociedade. Por isso o confucionismo colaborou tanto para a preservação dos costumes antigos de veneração aos antepassados, como para uma reforma política.

Como toda a ortodoxia, Confúcio rejeitou a criatividade e a espontaneidade. Neste ponto o Taoísmo e o Budismo tiveram papel importante de resgate destes valores na sociedade chinesa.

“A filosofia clássica de Ju, de Confúcio e de seus seguidores, pode ser chamada de um personalismo tradicional, construído sobre as relações e obrigações sociais básicas, essenciais a uma vida humanista, e que, quando levada a efeito como devem ser, desenvolvem as potencialidades humanas de cada pessoa em suas relações com as outras”[14].

 



[1] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 182.

[2] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 183.

[3] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 184.

[4] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 185.

[5] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 189.

[6] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 189.

[7] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 190.

[8] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 191.

[9] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 192-193.

[10] Citação do Lun Yü a respeito: KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 194.

[11] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 195.

[12] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 197.

[13] KRAMERS, R. P. Confúcio. In. BRUNNER-TRAUT, E. Os Fundadores das Grandes Religiões. Petrópolis: Vozes, 1999, p. 199.

[14] T. Merton, A via de Chuang Tzu, p. 23.

 

Última atualização em Ter, 17 de Outubro de 2017 16:34