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Volney Berkenbrock
Analise de conteúdo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Volney Berkenbrok   
Sáb, 16 de Julho de 2016 22:55

 

 

 Análise de conteúdo[1]

 

Observação prévia:

A importância de ser ver dados em forma de texto. Há uma certa inclinação nas pesquisas em ciências humanas a ver somente ideias nos textos.

 

“A grande maioria das pesquisas sociais se baseia na entrevista: os pesquisadores perguntam às pessoas sua idade, o que fazem para viver, como vivem, o que elas pensam ou sentem sobre X, Y, e Z; ou pedem que contem sua história ou narrem fatos. A entrevista, estruturada ou não, é um método conveniente e estabelecido de pesquisa social. Mas assim como as pessoas expressam seus pontos de vista falando, elas também escrevem – para fazer relatórios, para planejar, jogar ou se divertir, para estabelecer normas e regras, e para discutir sobre temas controvertidos. Deste modo os textos, do mesmo modo que as falas, referem-se aos pensamentos, sentimentos, memórias, planos e discussões das pessoas, e algumas vezes nos dizem mais do que seus autores imaginam” (p. 189).

“A análise de conteúdo é apenas um método de análise de texto, desenvolvido dentro das ciências sociais empíricas. Embora a maior parte das análises clássicas de conteúdo culmine em descrições numéricas de algumas características do corpus do texto, considerável atenção está sendo dada aos ‘tipos’, ‘qualidades’, e ‘distinções’ no texto, antes que qualquer quantificação seja feita. Deste modo, a análise de texto faz uma ponte entre um formalismo estatístico e a análise qualitativa dos materiais. No divisor quantidade/qualidade das ciências sociais, a análise de conteúdo é uma técnica híbrida que pode mediar esta improdutiva discussão sobre virtudes e métodos” (p. 190).

“A interpretação de textos sagrados ou nobres, críticas literárias de valores estéticos, investigação filológica empenhada na reconstituição de textos ‘originais’ ou na revelação de textos ‘fraudulentos’, ou a análise semiótica de comerciais, isto tudo aumenta a complexidade de um texto: um parágrafo fornece a oportunidade para comentários extensos explorando todas as ambiguidades e nuanças da linguagem. A análise de conteúdo, contrastando a isso, reduz a complexidade de uma coleção de textos. A classificação sistemática e a contagem de unidades do texto destilam uma grande quantidade de material em uma descrição curta de algumas de suas características” (p. 191).

“A validade da AC deve ser julgada não contra uma ‘leitura verdadeira’ do texto, mas em termos de sua fundamentação nos materiais pesquisados e sua congruência com a teoria do pesquisador, e à luz de seu objetivo de pesquisa. Um corpus de texto oferece diferentes leituras, dependendo dos vieses que ele contém. A AC não é exceção: contudo, ela traça um meio caminho entre a leitura singular e verídica e o ‘vale tudo’, e é, em última análise, uma categoria de procedimentos explícitos de análise textual para fins de pesquisa social. Ela não pode nem avaliar a beleza, nem explorar as sutilezas de um texto particular” (p. 191).

“Podemos distinguir dois objetivos básicos da análise de conteúdo ao refletir sobre a natureza tríplice da mediação simbólica: um símbolo representa o mundo; esta representação remete a uma fonte e faz apelo a um público. Através da reconstrução de representações, os analistas de conteúdo inferem a expressão dos contextos, e o apelo através destes contextos. Se enfocarmos a fonte, o texto é um meio de expressão. Fonte e público são o contexto e o foco de inferência. Um corpus de texto é a representação e a expressão de uma comunidade que escreve. Sob esta luz, o resultado de uma AC é a variável dependente, a coisa a ser explicada. Textos atribuídos contêm registros de eventos, valores, regras e normas, entretenimentos e traços do conflito e do argumento. A AC nos permite reconstruir indicadores e cosmovisões, valores, atitudes, opiniões, preconceitos e estereótipos e compará-los entre comunidades. Em outras palavras, a AC é pesquisa de opinião pública com outros meios” (p. 192).

Duas dimensões da AC: sintática e semântica. “A sintaxe descreve os meios de expressão e influência – como algo é dito ou escrito. A frequência das palavras e sua ordenação, o vocabulário, os tipos de palavras e as características gramaticais e estilísticas são indicadores de uma fonte e da probabilidade de influência sobre alguma audiência. O frequente emprego de uma forma de palavras que não é comum pode identificar um provável autor e determinado vocabulário pode indicar um tipo provável de público” (p. 192-193).

A semântica: “Os procedimentos semânticos dirigem seu foco para a relação entre os sinais e seu sentido normal – sentidos denotativos e conotativos em um texto. A semântica tem a ver ‘o que é dito em um texto?’, os temas e as avaliações. Palavras, sentenças e unidades maiores de texto são classificadas como exemplos de temas predefinidos e avaliações. A co-ocorrência frequente de palavras dentro da mesma frase ou parágrafo é tomada como indicador de sentidos associativos” (p. 193).

“Finalmente, a AC pode reconstruir ‘mapas de conhecimento’ à medida que eles são corporificados em textos. As pessoas usam a linguagem para representar o mundo como conhecimento e autoconhecimento. Para reconstruir esse conhecimento, a AC pode necessitar de ir além da classificação das unidades do texto, e orientar-se na direção de construção de redes de unidades de análise para representar o conhecimento não apenas por elementos, mas também em suas relações” (p. 194).

 

A organização de uma análise de conteúdo

Considerações teóricas e textos

“Os métodos não são substitutivos de uma boa teoria e de um problema de pesquisa sólido. A teoria e o problema – que carregam em si os preconceitos do pesquisador – são responsáveis pela seleção e categorização dos materiais de texto, tanto implícita, como explicitamente. Ser explícito é uma virtude metódica. Digamos que um pesquisador quer atribuir ou disputar a autoria de um texto. Um pressuposto implícito sugere que a autoria do texto é importante; o pesquisador terá, então, de formular explicitamente uma teoria convincente sobre como a individualidade se manifesta no texto” (p. 195).

“A AC trabalha tradicionalmente com materiais textuais escritos, mas procedimento semelhante pode ser aplicado a imagens ou sons. Há dois tipos de textos: textos que são construídos no processo de pesquisa, tais como transcrição de entrevista e protocolos de observação; e textos que já foram produzidos para outras finalidades quaisquer, como jornais ou memorandos de corporações. Os materiais clássicos da AC são textos escritos que já foram usados para algum outro propósito. Todos esses textos, contudo, podem ser manipulados para fornecer respostas às perguntas do pesquisador” (p. 195).

 

Definição e amostragem de unidades de texto

Tipos de unidades de amostragem que podem ser especialmente interessantes em nosso caso de pesquisa em Ciência da Religião:

 “ • Unidades físicas: são livros, cartas, programas de televisão, filmes e assim por diante.

Unidades sintáticas: são aparentemente blocos sólidos naturais: capítulos em um livro, títulos, artigos ou frases em um jornal, cenas de filme ou tomadas em um filme. A unidade sintática mais óbvia é a palavra.

Unidades proposicionais: são núcleos lógicos de frases. Proposições complexas são desconstruídas em núcleos na forma sujeito/verbo/objeto. Observe a frase: ‘Biotecnologia, a mais recente entre as tecnologias de base do pós-guerra, entra na arena pública na década de 1990’. Ela pode ser separada em muitas outras frases: ‘Biotecnologia é uma tecnologia de base’, ‘Biotecnologia é uma tecnologia de base do período pós-guerra’, ‘Biotecnologia é a mais recente tecnologia de base’.[...]

Unidades temáticas ou semânticas: são definidas como características dos textos que implicam um juízo humano. Por exemplo, histórias de fada podem ser classificadas a partir de motivos básicos; cartas podem ser classificadas como cartas de amor ou comerciais. A definição das unidades de amostragem implica, muitas vezes, julgamentos de estratificação. Unidades temáticas separadas a partir de fundamentos teóricos são muitas vezes contrastadas com materiais residuais irrelevantes” (p. 198).

“A representação, o tamanho da amostra e a divisão em unidades dependem, em última instância, do problema de pesquisa, que também determina o referencial de codificação. O que aparece como uma sequência, da teorização para a amostragem e para a codificação é, na verdade, um processo interativo, e saber conduzi-lo é fundamental. Mas essa direção e revisão tem de parar, ao menos temporariamente, se a análise tem como finalidade apresentar resultados” (p. 198).

 

Categorias e codificação

“A codificação e, consequentemente, a classificação dos materiais colhidos na amostra, é uma tarefa de construção, que carrega consigo a teoria e o material de pesquisa. Esse casamento não é conseguido de imediato: o pesquisador precisa dar tempo suficiente para orientação, emendas e treinamento do codificador. A construção de um referencial de codificação é um processo interativo e, se diversos codificadores estão implicados, um processo coletivo, que a certa altura tem de terminar” (p. 199).

“Um referencial de codificação é um modo sistemático de comparação. Ele é um conjunto de questões (códigos) com o qual o codificador trata os materiais, e do qual o codificador consegue respostas, dentro de um conjunto predefinido de alternativas (valores de codificação). Embora o corpus de texto esteja aberto a uma multidão de possíveis questões, a AC interpreta o texto apenas à luz do referencial de codificação, que constitui uma seleção teórica que incorpora o objetivo da pesquisa. A AC representa o que é já uma representação, ligando os pesquisadores a um texto e a um projeto de pesquisa. A AC não é a última palavra em nenhum texto, mas um encontro objetivado através da sistematicidade e referenciação para além de si, em direção a outros textos e atividades de pesquisa. No final das contas, contudo, até mesmo o enfoque positivista de contar as unidades de texto é apenas outra contribuição à interpretação aberta de um corpus de texto” (p. 199-200).

 

Qualidade na análise de conteúdo

“A análise de conteúdo é uma construção social. Como qualquer construção viável, ela leva em consideração alguma realidade, neste caso o corpus de texto, e ela deve ser julgada pelo seu resultado. Este resultado, contudo, não é o único fundamento para se fazer uma avaliação. Na pesquisa, o resultado vai dizer se a análise apresenta produções de interesse e que resistam a um minucioso exame; mas bom gosto pode também fazer parte da avaliação. A metodologia da análise de conteúdo possui um discurso elaborado sobre qualidade, sendo suas preocupações-chave a fidedignidade e a validade, provindas da psicometria. As limitações desses critérios, contudo, se mostram no dilema fidedignidade-validade. Eu acrescento coerência e transparência como dois critérios a mais para a avaliação de uma boa prática na AC” (p. 203).

 

Coerência: a beleza de um referencial de codificação

 “A retórica é um outro princípio útil de análise. Logos, pathos e ethos são os ‘três mosqueteiros’ da persuasão. Logos se refere à extração de conclusões das premissas e observações; pathos agita as emoções do público; e o ethos se refere à apresentação da autoridade pessoal do locutor, e à pretensão de reputação. Estes três conceitos podem ser empregados para codificar unidades de texto em termos de argumentação (marcadores de logos), sua função de atrair a atenção de um ouvinte//leitor (marcadores de pathos), ou referências à autoridade e reivindicação de reputação do que fala/escreve (marcadores de ethos)” (p. 204).

 

Fidedignidade

“A fidedignidade é definida como uma concordância entre intérpretes. Estabelecer fidedignidade implica alguma duplicação de esforço: a mesma pessoa pode fazer uma segunda interpretação depois de um intervalo de tempo [...] ou duas ou mais pessoas podem interpretar o mesmo material simultaneamente” (p. 206).

“Nenhum analista de conteúdo espera perfeita fidedignidade quando estão implicados julgamentos humanos, e desse modo a questão de um nível aceitável de fidedignidade vem à tona [...] Finalmente, a fidedignidade pode ser um indicador da polissemia do texto” (p. 206-207).

 

Validação

“A validade tradicionalmente se refere a até que grau o resultado representa corretamente o texto, ou seu conteúdo. A distinção de Krippendorf entre a validade dos dados, os resultados e os procedimentos é útil. Com relação aos dados devemos garantir que os códigos se refiram às palavras usadas no texto (validade semântica), e que a amostra representa o corpo inteiro do texto (validade da amostragem). Os resultados podem ser validados através da correlação com critérios externos. Resultados prévios podem validar uma análise de conteúdo, por exemplo, comparando um procedimento simples e um complexo. Isto é, contudo, tautológico, e nem sempre desejável. Por outro lado, poder-se-iam predizer pesquisas de opinião pública a partir da cobertura feita pela imprensa, e testar essa predição sob circunstâncias específicas (validade preventiva). Finalmente, um referencial de codificação necessita incorporar a teoria subjacente à análise (validade de construto). A natureza, contudo, da interpretação sugere que resultados questionadores, conseguidos metodicamente, poderão ter valor independentemente da corroboração externa. Muitas vezes a coerência interna é suficiente para mostrar credibilidade. Na verdade, resultados inesperados, mas conseguidos metodologicamente, podem fornecer informação significativa” (p 208).

“A falácia principal da análise de conteúdo é a interferência de intenções particulares, ou compreensões, a partir unicamente do texto. As intenções e a recepção são características da situação comunicativa e não dependem apenas do texto: elas são co-determinadas por variáveis situacionais. Leituras específicas são um assunto para estudos de audiência; intenções específicas são um assunto para estudos de produção. Os textos estão abertos para diferentes leituras, dependendo dos pré-julgamentos. Poderá ser possível excluir determinadas leituras ou intenções, especialmente se os codificadores partilham uma compreensão do mundo com o emissor ou o público. Nenhuma leitura particular de um público, contudo, ou uma intenção particular de um comunicador, permanece apenas dentro do texto. Na melhor das hipóteses, a análise de conteúdo mapeia o espaço das leituras e das intenções através da exclusão ou da tendência, mas nunca a situação concreta da coisa” (p. 208).

 

Dilemas

“Os pesquisadores da AC enfrentam vários dilemas. O primeiro é entre a amostragem e a codificação: um projeto de pesquisa deverá equilibrar o esforço colocado na amostragem e o tempo investido no estabelecimento dos procedimentos de codificação. Uma amostra perfeita é de pequeno valor se ela não deixa tempo suficiente para desenvolver um referencial de codificação, ou para instruir os codificadores a fim de que se possa realizar um processo fidedigno” (p. 208-209).

“O segundo dilema é entre o espaço de tempo e a complexidade da codificação, em outras palavras, entre poucas observações em um longo período de tempo, e muitas observações em um curto período. Quanto mais complexo o referencial de codificação, mais probabilidade haverá de ele se adequar a apenas um pequeno espaço de tempo. Talvez não compense o esforço de adaptar um referencial de codificação complexo a diferentes contextos históricos. Consequentemente, um referencial de codificação simples é indicado para um estudo longitudinal, a fim de evitar anacronismos na codificação, pois os codificadores teriam de ir além da memória de seu tempo vivido. Diferentemente de uma pesquisa de levantamento, onde um delineamento de painel enfrenta enormes complicações, a análise de conteúdo irá, por isso, muitas vezes preferir amostras prolongadas a procedimentos de codificação complexas” (p. 209).

“O terceiro dilema é entre a fidedignidade e a validade. Em psicometria, a validade manifestamente nunca pode exceder a fidedignidade. Na análise de conteúdo, contudo, nós temos uma negociação entre as duas. A AC não pode supor um ‘valor verdadeiro’ do texto, que pode sofrer perturbação devido à inexatidão da codificação: a codificação é o valor. A fidedignidade apenas indica uma interpretação objetiva, que não é uma condição necessária para uma interpretação válida. A interobjetividade defende o pesquisador contra a alegação de arbitrariedade ou extravagância. Diferentemente da psicometria, contudo, a baixa fidedignidade não invalida uma interpretação: as ambiguidades do material são parte da análise. Uma codificação simplificada pode permitir resultados fidedignos, mas pouca informação. Por outro lado, uma alta fidedignidade é difícil de ser conseguida para uma codificação complexa, embora os resultados provavelmente sejam mais relevantes para a teoria e para o contexto prático” (p. 209).

 

Forças e fraquezas da análise de conteúdo

“A AC tende a focalizar frequências, e desse modo descuida do que é raro e do que está ausente: respeitados analistas introduzem códigos teóricos que podem muito bem mostrar ausências relevantes no texto. Este é um problema de enfoque: devemos estar atentos ao presente, ou ao ausente? Em princípio, a AC faz ambas as coisas, embora tenha um viés para o presente” (p. 213).

“A relação entre unidades de texto segmentadas, codificadas em uma distribuição de frequência, e o texto original, fica perdida na AC: a categorização perde a sequencialidade da linguagem e do texto. O momento em que algo foi dito pode ser mais importante que o que foi dito. Alguém poderia argumentar que a AC constrói paradigmas de sentido potencial, em vez de compreender o sentido real. A análise longitudinal reintroduz alguma forma de sequência, onde a estrutura de um período pode ser comparada com a estrutura de outro, enquanto que as tendências são estabelecidas” (p. 213).

“A procura de uma análise de conteúdo automática – texto dentro, interpretação fora – mostrou ser absurda: a codificação semântica privilegia o codificador humano eficiente. Grande parte da AC com codificadores humanos sofre um exagero de minuciosidade no exame – que às vezes se aproxima de uma fidedignidade fetichista. Na análise da maioria das entrevistas e pesquisas de opinião, os pesquisadores atribuem confiantemente a variância observada aos respondentes, enquanto que eles escondem em uma caixa-preta os vários efeitos dos entrevistados, as situações e estruturas da pergunta, no controle de qualidade. Os analistas de conteúdo devem desenvolver igual preocupação em seus procedimentos, e atribuir também a variância observada às diferenças do texto” (p. 214).

“Um método não é um substituto para ideias. O uso descritivo de muita AC reflete as dificuldades do problema de inferência: o que isso nos diz, sobre quem? A lacuna entre o possível e a realidade deve ser convenientemente superada com delineamentos de pesquisa paralelos, com múltiplos métodos: pesquisa longitudinal coordenada, incluindo levantamentos de opinião, entrevistas não estruturadas e corpora de textos é o caminho que se abre, integrando assim pesquisa qualitativa e quantitativa, em grande escala. A conversação e a escrita são ambas manifestações de opinião pública; e opinião pública que é reduzida a apenas um de seus constituintes tem muita probabilidade de ser falsa” (p. 214).


 

Passos na análise de conteúdo

ou

 

Passos de pesquisa com análise de conteúdo dos textos-fonte

 

-          Quais são os textos?

o   Quantidade

o   Critérios de escolha

 

-          Quais textos são “fontes” e quais “secundários”?

o   Quantidade

o   Critérios de escolha

 

-          Codificação

o   Construir um referencial de codificação que se ajuste tanto às considerações teóricas, como aos materiais;

o   Aspectos da construção a serem observados:

§  Hipóteses do pesquisador

·         Quantas?

·         Quais?

·         Ponto de partida? Leitura prévia (marco teórico)

§  Abertura para os textos (estar atento)

·         Fios condutores: idéias constantes/continuadas

·         Conceitos/afirmações “novos”

·         Conceitos/afirmações “únicos”

·         Leitura prévia

o   Construção concreta de um referencial de codificação

§  Construir um instrumento de análise

§  Testar o instrumento de análise

§  Aplicar o instrumento de análise

 

-          Aplicação do instrumento

o   Leitura “profunda”: leitura de todos os textos-fonte

o   Constituição de unidades de texto

o   Agrupamento de unidades de texto

 

-          Sequenciamento de ideias

o   Compreensão do autor/dos textos/das fontes (entender/esclarecer)

§  Exposição

§  Imparcialidade

§  Reprodução

§  Ordem escolhida pelo pesquisador

o   Interpretação do pesquisador (compreender/interpretar)

§  Ideias-chave

§  Produção de conhecimento

§  Comprovação

 

-          Construção do texto do pesquisador



[1] Aqui extratos de texto de: BAUER, M. W., Análise de conteúdo clássica: uma revisão. In: BAUER, M. W e GASKELL, G. (orgs.), Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. Petrópolis: Vozes 2002, p. 189-217.

Última atualização em Qui, 29 de Junho de 2017 22:45